O simples prazer de uma sesta

sesta1Sabe o que apenas vinte minutos diários de sesta podem fazer por si? Não?

Então surpreenda-se, pois este simples prazer permite-lhe maior rendimento no trabalho, conduz a uma maior harmonia do seu ritmo biológico e diminui o stress. Estes são os argumentos da Associação dos Amigos da Sesta, constituída formalmente no nosso País em 2003, e que se apoia em pareceres de especialistas tais como Teresa Paiva, Neurologista e a maior especialista na área do sono em Portugal e Damien Léger, professor do Centro do Sono do Hospital Hotel-Dieu em Paris, o qual refere que há determinadas profissões, como aquelas em que os trabalhadores têm uma atividade mental ou física bastante exigente que deveriam consagrar uns minutos de sono entre os dois grandes períodos de trabalho diários. ( Continuar a ler… )

A força da Natureza: tornar ao ponto de partida

Depois de uma pausa, «a força da natureza» torna ao ponto de partida. Volta a publicar, quinzenalmente, artigos dedicados a outros alimentos que até agora ainda não constituíram alvo de pesquisa científica organizada.

Esta rubrica tem o objetivo de proporcionar informação atualizada, com suporte científico, para que conheça, sob uma perspetiva diferente, novas facetas da qualidade nutricional dos alimentos, individualmente ou em combinação entre si.

Cada alimento apresenta uma composição nutricional única, tal como se tratasse de uma impressão digital. Quando se combinam vários alimentos, há diferentes nutrientes e diferentes substâncias fitoquímicas que são disponibilizados, dando acesso a uma grande diversidade nutricional.

Só uma alimentação variada pode permitir, ao organismo, assegurar as suas múltiplas tarefas e fortalecer as defesas naturais, tão importantes para a prevenção das doenças. Só precisamos de incluir, correctamente, os alimentos na nossa alimentação diária, para usufruir das suas “forças” naturais.

Lembre-se: o melhor complexo de vitaminas está na natureza! Passe uma vista de olhos por alguns alimentos típicos do mês de maio: as ervilhas, os rabanetes e a alcachofra.

Seja curioso, sinais de alerta do cancro

medicard1O cancro continua a ser a segunda causa de morte em Portugal e nos países desenvolvidos, atingindo muitas famílias.

As melhores estratégias disponíveis de luta contra o cancro são sem dúvida a prevenção, o rastreio e a deteção precoce.

Distinguem-se muitas instituições de saúde no mundo, que têm como um dos seus objetivos contribuir para a redução da taxa de morbilidade e mortalidade causada por esta doença. O alcance deste objetivo passa por programas de cessação tabágica, alterações de dieta, promoção do exercício físico e deteção precoce através de programas de rastreio. No entanto, não nos podemos esquecer que a eliminação dos riscos ambientais e ocupacionais, nomeadamente a poluição do ar, da água e do solo é também um grande contributo.

Mas, para além do conjunto de estratégias delineadas por algumas associações e instituições governamentais ou privadas, cabe a todos os cidadãos contribuir de forma simples e gratuita para a deteção precoce e consequentemente para a promoção da sua saúde. O Slogan poderá ser “Seja curioso”.

Fique alerta para um conjunto de sinais que pode permitir a deteção precoce desta doença. Se detetada precocemente a probabilidade de cura é muito maior e o sofrimento menor.

Assim devem estar atentos a:

  1. Modificação de cor, dimensão ou ulceração de uma verruga ou sinal;
  2. Alteração de hábitos intestinais ou urinários;
  3. Rouquidão ou tosse persistente;
  4. Dificuldade em engolir ou má digestão permanente;
  5. Ferida que não cicatriza;
  6. Hemorragia ou corrimento pelos orifícios naturais;
  7. Nódulo ou dureza persistente na mama ou noutra parte do corpo.

Se for detetada uma destas alterações sem motivo aparente não se assuste, mas também não hesite, consulte o seu médico.

Fonte de Informação: Phipps; Long; Woods & Cassmeyer. (2009). Enfermagem Médico-cirurgica. Conceitos e prática clínica. Lusodidacta. 8ª edição.; Redman, K. (2003). A Prática da Educação para a Saúde. Lusociência. 9ª edição.

Bebés: papa ou puré de legumes?

papa ou puré de legumesPapa ou puré de legumes? Há tempos dei por mim a discutir este assunto com colegas que já são pais: a introdução da papa como primeiro alimento é muito mais conveniente, não causa grande transtorno na preparação, é bastante mais prática… a sopa tem uma menor probabilidade de aceitação por parte do bebé, para além de que é mais morosa na preparação. Quando e como introduzir os legumes? Quais são os proibidos, os permitidos, os atrasados ou os alergénios?

Tendo em conta que não existe consenso para o primeiro alimento a introduzir, fui à procura das recomendações.
As necessidades nutricionais do bebé incluem: energia gasta para taxa de crescimento, energia gasta em actividades, necessidades metabólicas basais e interacção dos alimentos. ( Continuar a ler… )

A diarreia como possível consequência da quimioterapia e da radioterapia: como ultrapassar?

home-diarreiaComo temos visto, os tratamentos oncológicos podem originar vários efeitos secundários. A diarreia é um deles, sendo considerada mais do que três dejeções diárias de fezes semilíquidas ou mesmo líquidas, atingindo cerca de 75% dos doentes sujeitos a quimioterapia ou radioterapia.

Nos doentes em quimioterapia, o aparecimento da diarreia vai depender do químico administrado e da dose e da frequência de administração. No que diz respeito à radioterapia, vai depender de uma série de fatores, entre eles, a região sujeita à radiação, os tecidos/órgãos incluídos nessa área, a dose total da radiação a administrar, o fracionamento da dose total, o nível de energia da radiação e a suscetibilidade individual, a qual depende da idade e do estado geral de saúde. No caso dos doentes com cancros ginecológicos, urogenitais e retais sujeitos a radioterapia pélvica, mais de 70% desenvolvem sintomas gastrintestinais agudos durante o tratamento, dentre eles, a diarreia. Todavia, em 6-78% destes doentes, este sintoma poderá ser crónico, afetando muito a qualidade de vida mesmo após o tratamento. ( Continuar a ler… )

+ Saúde por metro quadrado: o regresso

29, Abril, 2013 1 comentário

736608_133613163468898_837152473_oEstá de volta a rubrica «+Saúde por metro quadrado»!

O objetivo do novo conjunto de rubricas é que o leitor à medida que nos acompanha, seja capaz de cultivar algumas ervas ou plantas medicinais. Já sabe, basta um só metro quadrado ou conjunto de vasos com medidas equivalentes para colocar em prática esta tarefa.

Apesar de existirem muitas definições para a palavra erva, todas elas se tornam incompletas. Para os botânicos, erva quer dizer que é uma planta que murcha quando atinge o seu estádio final de crescimento. Em medicina, a palavra refere-se a qualquer planta que pode contribuir para a prevenção ou para tratamento de doenças. Já em culinária significa uma parte de uma planta que é usada na preparação dos alimentos.

As ervas são consideradas medicinais quando são constituídas por substâncias naturais que apresentam atividade farmacológica. De uma forma geral, têm substâncias bioativas com efeitos diversos: efeito anticancerígeno, anti-inflamatório, antioxidante entre outros. Atuam ainda nos vários sistemas do corpo humano como por exemplo, no sistema nervoso, no sistema circulatório, no sistema digestivo. ( Continuar a ler… )

6ª Feira do Queijo: uma aventura de sabores e saberes

26, Abril, 2013 1 comentário

6ª Feira do QueijoVá até Vila da Soalheira nos próximos dias e participe numa aventura de sabores e saberes.

A Câmara Municipal do Fundão em conjunto com a Associação de Queijeiros da Soalheira e a Junta de Freguesia da Soalheira, organizam pelo 6º ano consecutivo a Feira do Queijo,  entre os dias 3 e 5 de Maio.

O Concelho do Fundão destaca-se pela riqueza e diversidade na produção de queijo, por isso esta feira surge com o objetivo de mostrar a qualidade e variedade deste produto regional.

Se gosta de um bom queijo, poderá conhecer e provar, nesta feira, o Queijo Queimoso, o Queijo Amarelo da Beira Baixa, o Queijo de Mistura, o Queijo de Ovelha Amanteigado da Beira Baixa, entre outros.

Depois de toda esta variedade de queijos, ainda vai encontrar muita animação de rua, música, o artesanato e ainda uma coisa que está na moda: live cooking, traduzindo para o português é mais ou menos isto – cozinha ao vivo!

No dia 5, tem ainda a possibilidade de misturar divertimento com atividade física, se decidir experimentar fazer a Rota da pastorícia que permite as seguintes experiências pastoris: ordenha, visita a rebanhos, feitura do queijo e da travia, um subproduto do queijo que não sofre qualquer fermentação, tem uma consistência mais ou menos pastosa, o aspeto é granuloso e cor branca, sabor láctico adocicado. E claro finalizar com prova de queijos!

Para saber mais consulte o programa.

Quanto tempo deve durar um abraço?

imageQuanto tempo deve durar um abraço?

O novo livro de Elsa Punset, “UMA MOCHILA PARA O UNIVERSO” responde a estas e outras questões curiosas, com as quais somos, por vezes, confrontados.

Este livro pretende ser um «pequeno guia de rotas variadas»  que facilita a compreensão das emoções humanas e pode ajudar a entender e a melhorar a comunicação com os outros.

Filha de Eduardo Punset, também ele autor de diversos livros de divulgação científica, Elsa é licenciada em Filosofia, mestre em Humanidades, pela Universidade de Oxford, entre outros títulos académicos. Dirige o Laboratório de Aprendizaje Social y Emocional, na Universidade Camilo José Cela, onde se dedica ao estudo da aplicação da inteligência emocional nos processos de tomada de decisões e aprendizagem, em crianças e adultos.

Obesidade e quimioterapia: uma diferença que pode fazer a diferença

quimioEm doentes oncológicos, a dose de fármacos a administrar em quimioterapia baseia-se, tradicionalmente, na área de superfície corporal. Apesar de vários estudos confirmarem a segurança e a importância de uma dosagem de quimioterapia baseada no peso total e atual do doente, até 40% dos doentes oncológicos com excesso de peso e obesidade continuam a receber doses limitadas de quimioterapia. Além disso, verifica-se uma variação de doses entre estes indivíduos, sugerindo práticas incertas entre médicos acerca da determinação da dose ótima.

Existe evidência convincente que reduções na dose poderão comprometer o prognóstico, pelo que vários trabalhos têm sugerido linhas orientadoras para cálculo das doses de fármacos a administrar em doentes oncológicos obesos.

Fique atento à nossa rúbrica “Melhor Nutrição, Mais Vida”, pois contamos desenvolver este assunto brevemente.

Bibliografia: Griggs J, Mangu P, Anderson H, Balaban E, Dignam J, Hryniuk W, Morrison V, Pini T, Runowicz C, Rosner G, Shayne M, Sparreboom A, Sucheston L, Lyman G. Appropriate Chemotherapy Dosing for Obese Adult Patients With Cancer: American Society of Clinical Oncology Clinical Practice Guideline. American Society of Clinical Oncology. 2012.

A capacidade de estar só

A_capacidade_estar_sóEstávamos no verão de 1957 quando Donald Winnicott apresentou numa reunião da Sociedade Britânica de Psicanálise um artigo com uma das teorias mais interessantes e marcantes a respeito dos processos de maturação emocional dos seres humanos: “A capacidade de estar só”.

Para Winnicott um dos sinais mais evidentes de maturidade emocional é esta capacidade de estarmos prazenteiramente sós mesmo que estejamos na presença de outrem. No seu trabalho, Winnicott não se refere ao medo de estar só ou ao desejo de estar só, como que numa fuga á relação com o mundo exterior mas sim aos aspectos positivos e benéficos desta conquista. Contudo o que está na base do desenvolvimento desta capacidade é um paradoxo pois é a partir da experiência da partilha de uma relação gratificante com outrem que emerge a capacidade de estar só. Na verdade quando atingimos este estado de maturação emocional nunca estamos em solidão, no sentido depreciativo do termo, pois podemos disfrutar desse estar connosco próprios estando apenas na presença simbólica (representada por um objecto, um pensamento, uma sensação) daqueles que nos confortam e nos ajudam a sentir confiança. ( Continuar a ler… )